Role Playing Game

Ahoy! Reconhece esse nome? Sim? Não? Se não conhece, pode continuar, mas se já conhece, também peço que leia, talvez descubra algo a mais que não sabias.

Você provavelmente já deve conhecer Role Playing Game pelas suas siglas, RPG (Obrigado, Capitão Óbvio!). Você deve ter visto isto quando resolveu jogar alguma coisa, não? Talvez Final Fantasy, Chrono Trigger ou talvez The Elder Scrolls V: Skyrim. Bons RPGs eletrônicos, mas na maioria, esse tipo de RPG é bem limitado, se resume a matar monstros, subir de nível e conseguir equipamento melhor, que muitas vezes tem um visual extravagante e desnecessário (Embora muitos, mesmo que sejam minoria, conseguem contornar isso).

Mas você sabia que antes do surgimento dos RPGs Eletrônicos já a muito existia o RPG Narrativo (Ou de mesa) ? Diferente do eletrônico, no narrativo você realmente cria o personagem, você define se ele vai ser ganancioso, neutro ou generoso, se ele costuma desobedecer as regras, ou se respeita as leis, se ele é um aprendiz de arqueiro, se é um samurai ou se é um comandante de uma tropa de naves espaciais, mas claro, usando o bom-senso para se adequar ao cenário do jogo, em um RPG medieval um personagem não poderia ser um cyborg gigante ladrão, do mesmo jeito que em um RPG futurístico não poderia haver trolls (Trolls mesmo! Não os da internet!) tentando matar o rei da frança que se escondeu em uma lixeira (Isso seria deveras engraçado), a menos que o jogo em questão fosse uma mesclagem de gêneros, talvez uma viagem no tempo tenha jogado uma nave espacial em uma terra medieval, fazendo com que magos do passado tenham conseguido botar as mãos em uma tecnologia avançada, mudando a linha do tempo e fazendo com que no futuro, magia e tecnologia andem juntas.

Mas você sabe quando isso começou?

”Em registros oficiais, o Role Playing Game ou RPG surgiu no ano de 19748 . O primeiro lançamento foi o jogo Dungeons & Dragons(Masmorras e Dragões, em português), criado por Gary Gygax e Dave Arneson. No início, o D&D (abreviatura de Dungeons & Dragons), era um simples complemento para um outro jogo de peças de miniatura chamado Chainmail (cota de malha), mas terminou dando origem a um jogo totalmente diferente e inovador. Este primeiro jogo era extremamente simples comparado aos Jogos de Interpretação da atualidade e tinha uma origem influenciada por jogos de guerra/estratégia.

Há poucos registros confirmados, mas há uma especulação que Gary e Dave começaram o RPG em virtude de que estariam jogando um “WarGame” (jogo de batalha entre miniaturas) e um dos dois disse ter construído uma fortaleza indestrutível. Como forma de invadir essa fortaleza, o adversário disse que 3 dos seus melhores guerreiros foram enviados para entrar nos esgotos da fortaleza para invadi-la. Com isso, surgiu a primeira aventura controlando um pequeno grupo de personagens, e assim começou a interpretação individual e não apenas de exércitos.

Praticamente junto com o D&D foi lançado outro jogo mais complexo, que já mostrava um outro tipo de abordagem para o RPG: Empire of Petal Throne9 foi lançado também pela TSR, em 1975, teve pouco sucesso de vendas, porém fazia uma nova abordagem. Passava das lendas medievais para novas criaturas de raças inspiradas em lendas astecasegípcias e de povos da antiguidade; foram criadas até uma nova língua para os jogadores se comunicarem com aquelas raças. Mesmo as regras sendo praticamente iguais ao D&D, o jogo tinha uma abordagem totalmente diferente. Isso só viria reforçar a tese que o RPG poderia ser tanto um jogo divertido para adolescentes, como uma grande representação elaborada que poderia abordar as mais diversas experiências.

Em 1980, D&D já era uma grande febre e em 1982 surgia o filme Mazes and Monsters10 , com o ator Tom Hanks ainda jovem, mostrando a história de um jogo de RPG. Em 1983 o jogo virou um desenho animadoCaverna do Dragão.” (Texto retirado da Wikipédia.)

Sabe como funciona um RPG Narrativo? Existe o Narrador e os Jogadores, o narrador é encarregado de guiar o jogo, utilizando um sistema já existente ou um criado por ele mesmo, e o jogadores são os que interpretam seus personagens. Apesar de os RPGs oferecerem uma grande liberdade, nem tudo pode ser feito, afinal, é preciso usar o bom senso, será que é mesmo uma boa idéia invadir uma fortaleza sozinho? Ou tentar atirar uma flecha em uma águia gigante que esteja voando e não te tenha notado? Com a necessidade de ter um jogo coeso, é preciso usar os sistemas, vou utilizar como exemplo o famoso D&D.

No sistema de Dungeons & Dragons, para a maioria das coisas, rola-se se um dado de 20 lados para determinar o sucesso ou o fracasso da tentativa, claro, usando modificadores. Imagine um jogador que esteja jogando com um ladino (ladrão), ele acabou de roubar um tesouro e agora tem que fugir, ele se agarra em uma corda presa no teto e se balança para tentar alcançar a janela, ele roda um dado de 20 lados, levando em consideração seu atributo de Destreza e seu conhecimento em Usar Cordas, o dado para com o resultado de 1, mesmo que ele tenha um valor alto em Usar Cordas e em seu atributo de Destreza, ele tem uma falha crítica, quando ele se agarra na corda e tenta balançar, ele não consegue pular a tempo e a corda volta para trás, jogando ele em uma armadilha para pegar prováveis ladrões, disparando o alarme, fazendo que ele seja preso pelos guardas.

Isso é apenas um exemplo, em muitos sitemas de RPG existem atributos e perícias, os atributos mais comuns são Força, Agilidade, Destreza e Inteligência (Embora não seja uma regra). E existem perícias, alguns sistemas tem muitas e outros nem tanto, como Usar Cordas.

E quem vence a partida?

”Uma característica, que não se apresenta de forma evidente em um jogo de RPG, é a resposta para a pergunta: “quem ganha o jogo”? O senso comum nos diz que todo jogo é uma disputa, e precisa existir um vencedor. Porém, essa noção não se aplica em um jogo de RPG, uma vez que ele não é focado em uma disputa entre os jogadores – justamente o contrário, RPG é um jogo com ênfase na cooperação. Em um jogo de RPG os personagens fazem parte de um grupo, e esse grupo precisa ser unido e trabalhar em conjunto para ter sucesso em suas aventuras. No entanto, essa explicação só é válida para os personagens dos jogadores. Pelas características do jogador “narrador”, pode se pensar que ele estaria jogando contra os demais jogadores, mas essa ideia também está errada.” (É, obrigado Wikipédia).

Agora falarei um pouco mais sobre o narrador, ele é quem guia o jogo, define os obstáculos a serem superados e as recompensas a serem adquiridas, a história e o enrendo do jogo e os limites do que os personagens podem fazer, utilizando bom senso e o sistema de jogo.

Mas não é bom um mestre abusar dos seus poderes dentro do jogo, ou isso pode atrapalhar a diversão dos outros participantes, se um jogador acaba matando um dos NPCs (Non-Player Character, um personagem criado e controlado pelo narrador, afinal, que graça tem um mundo vazio, fora os personagens do jogador?) favoritos do narrador, que fazia parte da história principal. O narrador poderia conversar com os jogadores sobre isso, e fingir que isso nunca aconteceu, ou contornar a situação, dando esse papel para outro NPC, ou fazendo que um dos seus NPCs o reviva com uma magia, mas um mestre abusivo poderia punir o personagem dentro do jogo de forma injusta, como fazer ele enfrentar, no nível 4 por exemplo, um ladino de nível 21, que rouba sem problemas todos os seus itens, acabando com a graça do jogo, afinal, perder todo o seu ouro, suas armas e sua armadura que o personagem batalhou e trabalhou para conseguir de uma hora para outra, não é nada engraçado.

Mas um jogador também precisa conhecer seus limites, usando de novo, o bom-senso, se você estiver em uma missão para assassinar o rei, não é uma boa ideia fazer isso quando ele estiver cercado pela guarda, principalmente se você não estiver acompanhando de outros jogadores e NPCs aliados. Também não é uma boa ideia utilizar furos nas regras do sistema, para conseguir vantagens injustas sobre os outros personagens, isso atrapalharia todo o andamento e equilíbrio do jogo, se tornando injusto tanto para o Narrador tanto para os outros Jogadores,

Bem, é isso que eu tinha para falar, se leu tudo e observou algum erro, ou observou que faltou alguma informação no texto, favor, avisar.

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Sobre C.

Ó, mar salgado! Quanto do teu sal são lágrimas de Portugal? Por te cruzarem, quantas mães em vão choraram? Quantas noivas ficaram por casar? Para que fosses nosso? Ó! Mar!
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Uma resposta para Role Playing Game

  1. Vou tentar ver mais sobre isso..E,bem,a gente podia fazer algum dia no Xat.

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