A Lupa Dourada – #01

GoldSinceramente? Eu adorei fazer essa imagem aí em cima. Deu um pouco de trabalho pra fazer a lente, mudar a cor da lupa e aumentar o “D” de Dourado, mas ficou um efeito legal.

Enfim… É hora do primeiro capítulo da primeira (E última, sei lá) história de detetives do blog. Quem será o culpado? Quem é o herói? Quem é o vilão? E quem tacará dinamites á cada cinco segundos? — Ah, não, esse era o Foquinha. Sim, eu adorava o Foquinha. Era meu personagem favorito.

Ah, sim, eu adicionei alguns personagens extras para a série, tinha poucos inscritos. Mas, ok. É hora de começar á investigar. Pegue sua Lupa Dourada e desvende o mistério!

Ah, esse capítulo pode ser meio longo. Eu tenho que introduzir alguns personagens.

(PS – Eu já defini quem é culpado. Deem suas suspeitas nos comentários!)

Sábado, 27 de Novembro de 2013, 23:45. Vila de Cluptrot. Uma vila pequena, sorridente, onde todos se conheciam e se conheciam todos. Ah, e todos acessavam um blog chamado Clube Para quem Tem Torta. Era uma pequena mania do vilarejo.

E praticamente toda a população estava reunida no salão de reuniões do Banco Central da Torta. O único da cidade, aliás. Seu responsável era Pipp, um homem mal-humorado, mas mesmo assim, decidiu dar uma festa para comemorar os 25 anos do banco. Sem muito espaço na cidade, ele decidiu fazer ali na sala de reuniões mesmo, foi só tirar aquela mesa gigante e acabou com bastante espaço.

E boa parte da cidade estava lá! Como o prefeito, Fri. Ele conversava com Henry, um detetive já a muito aposentado. Henry era conhecido e admirado na cidade, principalmente por desvendar no passado o Grande Mistério do Sumiço da Calça do Prefeito. Na época, o prefeito era o pai de Fri, então eles eram amigos.

– Então, Henry, – falava Fri – como vão as coisas? Nunca entendi o motivo de você ter se aposentado. Você era um bom detetive.

– Sim… O detetive que achou uma calça. Não sei pra quê todo esse reconhecimento.

– Pense comigo, Henry… Se eu não tivesse achado minhas calças hoje, por exemplo, eu teria de vir sem elas! Não seria um problema? Achar calças é uma grande coisa, e eu te admiro por isso.

Henry se debruçou na janela e começou a pensar – E falar, claro, pois ele estava gostando da conversa, apesar de ter achado o exemplo das calças completamente inútil.

– É… Seria mais fácil você por outra calça, eu acho – ao passo que Fri respondeu algo como “Não tinha pensado nisso” -, mas… Hey, veja aquilo!

– Oi! – Flip, o padeiro, vinha na direção deles. Flip era dono da Padaria Pão com Chocolate, e o nome tinha surgido quando ele acidentalmente derrubara chocolate derretido em um pão francês. Ele começou a vender isso, e atualmente, a única coisa que as pessoas da vila gostam mais do que acessar o Clube Para Quem Tem Torta é comer um pão com chocolate – Como vão vocês?

– Eu vou bem – Disse Fri – Afinal, eu achei minhas calças.

– Vamos esquecer a história das calças? – Perguntou Henry – Ah, fiquem aí conversando, eu vou falar com o Pipp. Hey, Pipp!

Pipp conversava naquele momento com Jayne. Jayne era uma estudante da escola da cidade, a Escola Dom Ácaro. Dom Ácaro era o fundador da Vila de Cluptrot, então ele era bem idolatrado por ali. Jayne, no entanto, era só uma estudante muito corajosa e sarcrástica.

– Ah! – Ela dizia – Quer dizer que não há ninguém nos cofres? Sinceramente, Pipp. Realmente, né, nenhum assaltante seria louco de assaltar um cofre, de madrugada, sem ninguém, com toda a cidade distraída com uma festa. Faça-me o favor…

– Oi – Henry disse – que história é essa dos cofres estarem sem ninguém?

– Ah, os seguranças pediram uma folga. Na verdade, apenas Horácio, o chefe da segurança, que pediu, mas ainda assim, todos foram atrás dele. Então eu dei um tempo. Estão todos viajando, menos Horácio, que está na festa – Disse Pipp.

– Agora eu concordo com Jayne. Faça-me o favor, Pipp.

– Hunf – Ele respondeu – Já não acha que eu não estou nervoso o suficiente por isso? Espero que nada aconteça.

Um silêncio se instaurou.

– Hmm – Disse Jayne – É nessa hora relativamente que as coisas acontecem nos filmes e livros.

– O que faria sentido se nós fôssemos uma história – Disse Pipp – Felizmente, não é o caso.

– Oi – apareceu Flip – Alguém quer Pão com Chocolate?

– Eu aceito, obrigado – agradeceu Jayne, pegando um – Isso está realmente bom. Voltando ao assunto, você está meio relaxado com esse cofre. Quantos tem lá?

– Não é um só cofre, são vários. Há cofres particulares. Tem um ricaço na cidade, o Scrooge, que tem cinco milhões em barras de ouro. Falando nisso – Pipp apontou para a mesa com Pães com Chocolate – ele está ali. Roubando uns pães.

– Bom que ele gosta. Espero que ele gaste todo esse dinheiro na padaria – Disse Flip, animado – Não dá pra construir, sei lá, lasers? Quem entrasse no cofre ia ser pulverizado. BUM! – e ele abriu os braços para o ar, simulando uma explosão.

– Bum – Horácio apareceu – Oi, gente. Pipp, o Sombra está lá fora. Quer falar com você.

– Ah, ele de novo não. Com licença, pessoal.

– Vai pela sombra – Horácio riu – Ainda tem Pão com Chocolate, Flip?

——–

Pipp se irritava um pouco com o bom-humor de Horácio, que era um contraste ao seu mau-humor. Mas era um bom segurança, e ele não podia negar.

– Ah, olá, Pipp – Disse Sombra, sentado no banco do lado de fora do banco. É, do banco do lado de fora do banco. Dá pra entender, não? – Sente-se.

– Ahn… O que você quer, exatamente?

– Dinheiro, Pipp. Eu preciso de dinheiro para aquele meu projeto. O meu projeto secreto e tals. Mas eu preciso de dinheiro.

– Legal. Amanhã a lotérica estará aberta, Sombra. Você pode ir lá e apostar. Boa sorte.

– Você não entendeu. Eu estou sem emprego. Preciso de dinheiro. Esse lugar está cheio de dinheiro.

– Você pode trabalhar aqui. A Patrícia saiu do emprego. Ela vai se mudar para o Acre. Ou pedir um empréstimo.

– Para o Acre? O que ela tem na cabeça? Enfim, eu não posso trabalhar ou pedir um empréstimo. Não, não quero dinheiro emprestado para me financiar…

– Ah, você quer que eu te dê dinheiro. Claro. Sombra, você poderia tomar vergonha na cara e ir trabalhar.

– Ah, mas o meu projeto me deixará rico! Só não tenho dinheiro pra financiá-lo. Ah, eu poderia roubar toda essa grana dos seus cofres… Seria bom.

Um vento frio e gelado deu um arrepio em Pipp.

– É… Hã… Acho que não. Enfim, eu preciso voltar lá pra dentro. Ouça meu conselho, a loteria está aberta amanhã. Vá lá e seja feliz.

Mas, entrando pra dentro do banco novamente, todas as luzes se apagaram. Pipp olhou pra Sombra novamente, e ele deu de ombros. Então, o dono do banco saiu correndo por dentro daqueles corredores, em direção á sala de reunião. Por sorte, todos estavam bem, e a luz voltou.

– Só um susto – Disse Henry.

– EU ESTOU CEGO! ME AJUDEM! FOI O PÃO, ELE ESTÁ ENVENE… Espera, eu voltei a enxergar – Disse Fri – ALARME FALSO! O PÃO NÃO ESTÁ ENVENENADO!

– Eu devia era te bloquear de entrar na padaria – Disse Flip.

– Todos bem? – Disse Pipp – Menos mal. O Sombra só veio encher a paciência… Nada de mais.

Até que a luz se apagou de novo.

– ESTOU CEGO DE NOVO! FOI O PÃO SIM! – Gritava Fri – CORRAM, TODOS!

– MEU PÃO NÃO TEM VENENO! – Gritava Flip, em resposta.

– ENTÃO PORQUE ESTOU CEGO? TEM CHOCOLATE NO MEU OLHO? É SEU PÃO COM CHOCOLAT—

– Gente, fiquem quietos, eu preciso achar o gerador de luz – Disse Pipp. Mas, então, uma luz vermelha inundou a sala, e o alarme tocou.

– São sirenes? – Fri questionou? – Estou vendo novamente! É a ambulância? Eles vão ver o que tem no meu olho?

– Fri, quieto – disse Henry – Pipp, isso não é…

– … O Alarme. Na hora de um dos apagões… Alguém desceu no cofre. Alguém desceu nos cofres… Ah não, não, não…

– Ah, eu bem que avisei – Disse Jayne.

Ufa. Fim do primeiro capítulo. Acho que ficou meio longo – E ia ser mais. Eu ia colocar os detetives, mas chega. Amanhã continua.

E aí? Quem você acha que acabou de roubar o ouro do cofre? Ah, isso será revelado em breve…

Ah, se gostou da série, diga ali embaixo! Se não gostou, faça uma crítica construtiva (Por favor, gente, sem “ESSA SÉRI É UMA M****, QUE B****, VC É RUIM DEMAIS HUEHUEBRBR”) e diga o que tem de ruim. Talvez esse primeiro capítulo esteja um pouco chato. Espero que os próximos melhorem.

E, claro… Dê o seu palpite. O ladrão pode ser você, pode ser eu, pode ser qualquer um. E, eu já disse que eu já tenho o culpado definido.

Até Mais!

 

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Sobre Felipe F.

Quem sou eu?Hm...Quem sou eu?Ah,bem...QUEM SOU EU?MEU DEUS,QUEM SOU EU?
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2 respostas para A Lupa Dourada – #01

  1. Felipe F. disse:

    Só lembrando que qualquer um que se inscreveu pode ser culpado, então, quem acabar sendo o ladrão, não fique nervoso E.E’

  2. zundapp1 disse:

    um projeto que deixará meu personagem rico? agora fiquei curioso!

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